E assim eu errei quando tinha o pensamento mediocre, que uma mulher só poderia ser feliz e valorizada se dedicasse sua vida a uma profissão bem sucedida, e filhos e marido deveriam ser colocados em segundo plano em sua rotina onde uma mulher invejável seria aquela que tem dinheiro pra comprar o que quiser e onde quiser, sem dar satisfação e nem depender de ninguem,
O que poderia saber da vida uma mulher que fica entre quatro paredes cuidando de um bebê chorão??? Essa vida eu nunca quis para mim...
Pensamento de uma jovem imatura ou imposição de uma sociedade que esqueceu antigos valores???
Não tenho as respostas, mas o que sei, é que mais uma vez a vida e o destino me pregam peças, me ensinam e me mostram diferentes caminhos a serem percorridos e acabaram me trazendo a imensa vontade de ser MÃE EM TEMPO INTEGRAL.
Esses dias que eu fiquei em casa, cuidando exclusivamente do Luan, do meu marido (com mais dedicação do que se estivesse trabalhando), e da minha casa (não tão dedicada, pq eu abandono a louça pra ficar com meu filho..rs), vou confessar pra vocês que não é tão fácil acalmar um bebê chorão, dar comida, banho, trocar inúmeras fraldas, distrair e brincar com um bebê que não fala o que quer, e fora vários imprevistos que acontecem ao LONGO de um dia, não é nada fácil como as pessoas dizem, ao contrário do que a maioria pensa de nós, nossos dias não são iguais e todos os dias enfrentamos desafios, talvez não de uma nova venda, de um novo orçamento ou de uma reunião com o diretor, mas sim desafios da alma.
Sabem o que é isso???
Agora eu sei!!! Quando me tornei mãe me transformei automaticamente em uma pessoa melhor e agora vivenciando esse papel de mãe em tempo integral senti minhas qualidades sendo "lapidadas", como um diamante bruto, que pela falta de tempo para provar das coisas simples da vida tinha perdido seu brilho.
Se você enxergar "ALÉM" das coisas, verá que ser mãe assim, por 24 horas não se limita a trocar fraldas de côco e xixi, preparar mamadeiras, mas sim de fazer exercícios de paciência, de superação física e mental, de positivismo e o melhor de tudo, colocar os "óculos da vida" para ver graça em um pingo de chuva, ter criatividade suficiente para transformar garrafas em tambores e colheres em baquetas, observar as cores das flores que você já passou inúmeras vezes e não se recorda nem ao menos que elas existiam e além de tudo conseguir rir dos seus erros e encher os olhos de lágrimas com um sorriso banguela.
Trabalhar fora por necessidade sim!!! Afinal eu preciso buscar dinheiro para o alimento sagrado do meu filhinho, e ajudar o maridão a pagar as contas, fora o aniversário de um ano que vem chegando..rs, mas o que me intriga é que muitas mulheres trabalham fora para encontrar um refúgio dessa vida tão intensa e simplismente fogem dos filhos, afinal seu orçamento no final do mês não supera os gastos com a terceiração da educação e cuidados do seu filho.
Porque??? Porque ter medo de uma vida tão intensa??? Será que alguém pode me responder???
Enfim, tenho que voltar a trabalhar, mas NÃO QUERIA!! Se pudesse só voltaria quando meu filho puder se comunicar e se locomover sozinho, para que eu fosse sua voz e suas pernas.. mas infelizmente não posso e com a voz embargada e os olhos cheios de lágrimas que termino este post dizendo: eu volto a trabalhar amanhã..
"Se a felicidade depende de um período, esse período é o primeiro ano de vida. Se depende de uma pessoa, essa pessoa é a mãe."
Frase do psicanalista Donald Winnicott (1896-1971).
Bjinhos cheios de angústia e sofrimento,
Lili do Luanzinho..
| Já estou com saudades desse perereco! |




